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06 set 2025

Ideias Ambientais que deveriam ser apagadas das mentes das pessoas

Resumo: O texto propõe esclarecer sobre algumas ideias ambientais, totalmente infundadas e inverídicas, que a mídia insiste em empurrar na mente do cidadão comum.
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Introdução

Houve um tempo em que falar de Meio Ambiente era coisa de gente ingênua e romântica. Graças a Deus, esse tempo já passou, na maioria dos lugares e das situações. Contudo, ainda existem pessoas que acham que falar de Meio Ambiente é uma coisa de quem não tem o que fazer. Pois então, esse tipo de pensamento também tem que acabar, até porque, hoje, todas as pessoas de senso, têm a convicção de que as questões ambientais são realmente as mais importantes questões planetárias, em que pese o desleixo das autoridades políticas e administrativas, além do evidente e triste desconhecimento de muitos segmentos da sociedade sobre essas questões.

Por conta disso, várias lendas e incoerências se desenvolveram e muitas delas de tanto serem repetidas, principalmente pela mídia incapaz e deficiente ou safada e inconsequente, acabaram por quase se “transformarem em verdades”. Infelizmente, está cheio disso por aí e há necessidade de que se acabe com essas informações absurdas e que se diga a verdade sobre as questões ambientais. É preciso acabar com esse negócio de que qualquer coisa que alguém fala transformar-se em verdade, sendo assumido e repetido como verdade absoluta, sem nenhuma análise e sem nenhum critério.

Vejam bem, eu não quero aqui discutir o óbvio e muito menos descobrir a pólvora pela milionésima vez, porém quero chamar a atenção de quem ainda se ilude com a situação planetária, ouvindo certas opiniões que mais complicam e desinformam do que auxiliam as pessoas a entenderem os problemas que realmente existem. Publicam-se e multiplicam-se mentiras e continuam a publicar, porque ninguém impede que essa idiotice se espalhe pelo país? É preciso dar um basta nessas histórias, para que as comunidades possam ser informadas daquilo que realmente acontece.

Tenho certeza de que o que vou dizer nesse artigo não traz novidade para quem é estudioso das questões ambientais planetárias ou para quem tem real interesse na área do meio ambiente. Contudo, meu trabalho aqui é dedicado prioritariamente ao cidadão comum, que precisa saber a verdade dos fatos para comentar sobre esta verdade e deixar de se iludir com bobagens. É preciso orientar o cidadão comum para que ele não seja usado como inocente útil e simplesmente compartilhe e espalhe mentiras e lorotas, como se fossem verdades científicas.

Assim, vou tentar fazer um apanhado de algumas coisas que se fala sobre diferentes questões socioambientais e tentar fazer um condensado de verdades e mentiras que estão por aí colocando minhoca na mente dos leigos sobre o assunto. O pior é que tem muita gente boa, que mesmo sabendo que é leiga no assunto, simplesmente, prefere, por ignorância ou por birra, não admitir o seu desconhecimento e continua falando e escrevendo bobagem.

Vou começar lá do fundo, falando das coisas mais antigas e mais óbvias, até chegar as mais novas das idiotices citadas por certos setores da imprensa e por alguns de seus infelizes seguidores.  O texto é longo, mas, também deverá ser esclarecedor. Acredito que vai valer a pena ser lido.

1 – A Água no planeta está acabando?

Não, absolutamente não. A quantidade de água no planeta foi, é e continuará sendo sempre a mesma. O que pode mudar é a qualidade da água e o estado físico da água. Além disso, o que também acontece é a mudança é a sua ocorrência geográfica, principalmente, em função da temperatura, das chuvas, das nuvens e dos ventos, basicamente.

Se a água não existe mais num determinado local, certamente ela aparecerá em outro local. Não há mágica na natureza e água é algo natural, portanto, segue a regra, assim, também não há nenhuma mágica.  Deste modo, temos que cuidar da qualidade da água e das condições ambientais que propiciam mudanças significativas de distribuição da água nos diferentes lugares do planeta.

Em suma, nós continuamos tendo água, mas a água está poluída ou está se concentrando cada vez mais onde os seres humanos menos necessitam dela. Mas, os culpados desses acontecimentos, certamente são os próprios seres humanos, que não tratam da água como deveriam, principalmente aqui no Brasil, que é o país que tem as maiores reservas de água em estado líquido do planeta (cerca de 13% do total). Infelizmente, aqui no Brasil, a água ainda é tratada como uma coisa vulgar, que cai do céu por conta da vontade de Deus.

Pois então, é preciso entender que a água é um recurso natural, que serviu como meio congênito que permitiu a formação da vida e que se mantém por conta de um ciclo que faz ela ir e vir entre a Terra e a Atmosfera (Ciclo da Água), passando por três estados físicos distintos: Sólido (gelo), Gasoso (Vapor de água) e Líquido (a água propriamente dita). A água troca de estado físico, mas é sempre água e não é mais e nem menos importante.  

Além disso, a água também está presente nos organismos vivos, sendo responsável pelo transporte das substâncias no interior desses organismos. Assim, a água pode ser considerada a substância mais importante sobre a superfície do planeta. A água é fundamental para todas as espécies do planeta, independentemente de qualquer outra história que se conte sobre ela.

Em suma, a água não vai acabar, por mais que o “bicho homem” queira e tente acabar com ela. Todavia se não tomarmos cuidado com a continuidade de seu ciclo em todo planeta, poderemos ter problemas de escassez em determinadas áreas, onde antes esse risco não existia. Por outro lado, podemos passar a  ter abundância onde antes havia carência de água.

2 – O Planeta vai acabar?

Sim, um dia o “planeta vai acabar”, como tudo que existe na natureza, contudo, em condições naturais, mas isso ainda levará alguns bilhões de anos para acontecer. Quando se fala em destruição do planeta, na verdade, se está querendo falar das degradações de locais do planeta. É claro que o grau maior ou menor dessas degradações pode ter efeitos mais ou menos danosos, entretanto o planeta não vaia acabar por conta disso.

Ultimamente, temos visto que as Catástrofes são cada vez maiores, mais violentas e mais danosas, porém nenhuma delas isoladamente vai acabar com o planeta. Talvez, a pior das catástrofes, que é o desrespeito contumaz da espécie humana pelo planeta, seja o que acaba cometendo mais danos. Contudo, ainda assim, essa catástrofe não consegue acabar com o planeta, mas certamente tem acabado com algumas espécies e pode acabar com os seres humanos também.

Progressivamente, o Sol nossa fonte ÚNICA de energia vai se consumindo e assim gerando menos energia e certamente chegará um dia em que a energia vinda do sol não será suficiente para manter a vida na Terra.  Quer dizer, a vida na Terra, que é totalmente dependente do sol, deixará de existir, quando o sol não for mais capaz de gerar e irradiar sua energia até a Terra. Como já foi dito, ainda faltam bilhões de anos para que essa situação se evidencie.  Deste modo, não se preocupe todos nós, certamente, morreremos de outras causas.

Por outro lado, a vida (as espécies vivas) nessas localidades podem se extinguir. Aliás, cabe lembrar que extinção é um processo natural que acontece com todas as espécies vivas. Isto é, todas as espécies do planeta vão se extinguir, inclusive a nossa. Quando se fala no planeta acabar, na verdade está se falando na espécie humana acabar, ou melhor, não é o planeta que acaba somos nós quem acabaremos e isso é um fato indiscutível.

Todavia, sempre é bom lembrar que nós, apenas nós, os seres humanos, fazemos coisas que interferem nos processos naturais e assim, apenas nós, podemos acelerar ou retardar a extinção de nossa espécie e, por certo, de muitas outras espécies planetárias. Mas, nem mesmo nós, por mais que estejamos tentando, temos o poder de destruir o planeta totalmente.

3 – A Amazônia é o “Pulmão do Mundo”?

Essa é uma afirmação terrível e uma grande bobagem. Um frase pequena, cheia de erros imensos. O idiota que escreveu isso, além de não conhecer nada de Geografia, nem de Biologia, conhece muito menos ainda de Física. Entretanto, tristemente, o que mais se vê por aí, são outros idiotas repetindo essa incoerência e de boca cheia. Bem, vamos com calma, que eu vou tentar esclarecer o que estou dizendo.

Para começar, a Amazônia é uma região geográfica do Noroeste da América do Sul, que envolve áreas de nove países (Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e o Brasil). A Amazônia brasileira envolve, todos os estados da região Norte do Brasil, dois da região Centro-Oeste (Mato Grosso e Tocantins) e um da Região Nordeste (maior parte do Maranhão).  Acho que todos sabem que região geográfica não tem nenhuma relação com Pulmão.

A Amazônia Brasileira é caracterizada principalmente por florestas tropicais e pelo Bioma da Floresta Amazônica, mas não é nada absolutamente homogêneo na região e assim, vários Biomas específicos podem ser identificados e cada um deles tem uma relação maior ou menor com as taxas de trocas de oxigênio. Além disso, nas trocas orgânicas de oxigênio para fins respiratórios, os pulmões são órgãos que RETIRAM oxigênio do ambiente.

Quando alguém faz referências à Amazônia como “Pulmão do Mundo” está querendo dizer que a Amazônia COLOCA oxigênio no ambiente, o que também não é verdade, como veremos mais à frente. Assim, vamos esclarecer que Chamar Amazônia de Pulmão é uma ilogicidade Física, porque pulmão retira ar e não põe, como se quer considerar. Na verdade, provavelmente, se queria dizer que a Amazônia e o “Aerador ou o Oxigenador do Mundo”. Entretanto, a quantidade de Oxigênio que a Amazônia produz durante o dia e relativamente igual a que ele consome durante a noite e assim a Amazônia não RETIRA e nem COLOCA Oxigênio significativamente na atmosfera global do planeta.  

Aliás, devo esclarecer que os verdadeiros “Aeradores ou Oxigenadores do Mundo” são as algas microscópicas que compõem o fitoplâncton, principalmente o fitoplâncton marinho, que respondem por mais de 90% de toda a quantidade de Oxigênio existente no Planeta. A Amazônia e as grandes Florestas Tropicais ainda existentes, influem muito pouco na quantidade de oxigênio. Na verdade, a importância da Floresta Amazônica, está mais relacionada com o clima da Terra.

Quer dizer, há um erro geográfico, porque região geográfica não produz oxigênio, um erro físico porque pulmão consome oxigênio e não produz e um erro biológico já quem produz, verdadeiramente, oxigênio em escala global são algas microscópicas e não florestas. Entretanto, tem muita gente que enche a boca para repetir essa bobagem bestial.

4 – O Aquecimento Global existe?

É óbvio que sim. Essa é uma discussão que não faz mais sentido e já faz muito tempo. O Aquecimento Global é um fato que está aí claramente para todo mundo ver, mesmo aqueles que não querem ver têm que conviver com ele. Então, como é que tem gente que contesta sua ocorrência. Pois então, essa é a grande mentira que estão tentando colocar pela goela a abaixo das pessoas. Hoje, existe consenso da comunidade científica sobre o Aquecimento Global, o que se discute é se a espécie humana é a responsável pela existência desse fenômeno.

Desde que se passou a medir a temperatura do planeta, ainda no século XIX, a média anual sempre aumentou, o que deixa claro que a temperatura média do planeta está progressivamente aumentando. Contudo, existem vários aspectos que atuam nesse aumento médio da temperatura e o que se discute é qual o grau de comprometimento das ações humanas nesse aumento. Isso sim é que tem dividido as opiniões científicas. Quer dizer, todos concordam que o Aquecimento Global existe, mas a dúvidas se o ser humano é o culpado disso, ou o quanto a culpa do Aquecimento pode ser atribuída aos seres humanos.

Um dos principais aspectos que se considera como causador do Aquecimento Global é o aumento acentuado da quantidade de Gás Carbônico na atmosfera. A queima de Combustíveis fósseis, que cada vez mais acontece no planeta e que libera e consequentemente é o que mais acrescenta Gás Carbônico na atmosfera. Como o homem é o principal causador das queimas que geram o Gás Carbônico, então o homem seria o principal causador do Aquecimento. Entretanto, existem vários outros aspectos que consideram que o Aquecimento é uma questão cíclica planetária e que por mais que o homem esteja jogando Gás Carbônico na atmosfera, isso não seria suficiente para justificar o Aquecimento Global.

Quer dizer, o Aquecimento é um fato, o que existe é uma dúvida de quem é mais responsável: o homem ou a própria natureza. Há estudos e argumentos científicos, produzidos por cientistas respeitados dos dois lados. Mas, nenhum dos lados contesta o Aquecimento. Todavia, a imprensa e certos grupos políticos que não têm nenhum conhecimento sobre o assunto e sem base nenhuma, deturpam o sentido da discussão e falam um monte de besteiras.

5 – Alimentos de origem animal fazem mal à saúde humana?

Essa é uma questão interessante e notoriamente sem sentido e mentirosa. Ela é sem sentido, porque os animais têm mais afinidade bioquímica com os próprios animais e assim, deve ser muito mais fácil decompor e degradar tecido animal do que vegetal, até porque digerir a celulose que existe envolvendo todas as células vegetais é bastante complicado e poucos animais conseguem. Mentirosa, porque se ela fosse verdadeira não existiriam animais carnívoros e nem onívoros. Ou seja, todos os organismos animais seriam essencialmente herbívoros e isso não acontece. Além disso, é bom lembrar que também existem “plantas carnívoras”, ou melhor, plantas que se alimentam diretamente de animais.

Por outro lado, é preciso compreender que existem 20 aminoácidos fundamentais para compor as proteínas que os organismos vivos necessitam. Existem13 aminoácidos que os organismos produzem (não essenciais) e 7 aminoácidos que eles precisam adquirir através da alimentação (essenciais). Muitos desses aminoácidos estão nas mais diferentes fontes de alimento, por isso mesmo, é preciso entender que a espécie humana é onívora, isto é, se alimenta de vegetais e animais, qualquer coisa diferente disso é crendice. Nós precisamos ingerir carne para adquirir aminoácidos e produzir as proteínas que necessitamos.

Ah! Mas, os vegetarianos e os veganos, como ficam? Simplesmente, eles não ficam. Ou seja, se eles não investirem em adquirir proteína animal da maneira suplementar, certamente perecem. E tem mais, de onde vocês acham que veem essas proteínas animais suplementares que eles são obrigados a ingerir? ´Pois é, exatamente isso, dos animais. Ora vegetarianos e veganos só existem em teoria, pois na prática, todos nós, seres humanos, somos onívoros. Qualquer coisa diferente disso é balela ou é conversa para boi dormir.

É claro que existem pessoas que assumem essas condições por alguma necessidade fisiológica, por inclinação ou doutrinação religiosa ou ainda por simples opção de vida e, obviamente, isso um direito que qualquer cidadão tem. Cada indivíduo é livre e tem o direito de fazer o que quiser com sua alimentação e sua própria vida. Não estamos aqui para questionar a liberdade e o direito de quem quer que seja. Ser vegetariano ou vegano é um escolha que qualquer cidadão tem o direito de fazer, mas esse é um ato, a priori, contra sua própria saúde.

Assim, ao contrário de afirmar que alimentos animais fazem mal à saúde, temos que entender que alimentos de origem animal também são fundamentais à saúde humana. A carne, o leite e seus derivados são importantíssimos para a vida dos indivíduos de nossa espécie. As pessoas que não ingerem os nutrientes oriundos desses tipos de alimentos, certamente necessitam fazer suplementação alimentar, porque apresentam uma alimentação incompleta. É claro que existem outros nutrientes, além das proteínas, que nós encontramos também em alimentos de origem vegetal e por isso precisamos misturar as duas fontes. Como eu já disse, nós somos animais onívoros.

6 – Os chamados “Alimentos Orgânicos” tem mais qualidade?

 Sim, entretanto há necessidade de alguns esclarecimentos iniciais. Para começar, devo dizer que todo alimento é necessariamente orgânico. Nós organismos vivos nos nutrimos retirando a energia contida naquilo que ingerimos. Só contêm energia para ser retirada e aproveitada, as substâncias (alimentos) formadas por matéria orgânica. Ou seja, todos os alimentos são orgânicos. Entretanto, nos últimos tempos algumas pessoas convencionaram chamar de “Alimentos Orgânicos”, apenas aqueles alimentos que estão isentos de agentes químicos externos ao processo natural de cultivo.

 Acredito que esse conceito deva ser modificado ou mais bem esclarecido, até para que haja um melhor entendimento da questão de que aquilo que é chamado de orgânico, não é mais orgânico que o alimento industrializado ou tratado com agroquímicos. Isto é, os alimentos considerados “Orgânicos” são apenas aqueles em que a produção não utiliza adubos sintéticos, nem agrotóxicos ou qualquer outro aditivo industrial. Os “Orgânicos” são cultivados de maneira, totalmente, isenta de insumos químicos adicionais. Não há dúvida de que os “Orgânicos” são mais indicados do que os industrializados. Entretanto, sempre é bom lembrar de que: qualquer alimento é orgânico na sua condição química básica.

É óbvio que se pudermos nos alimentar sempre de coisas naturalmente produzidas, certamente, estaremos nos nutrindo melhor e correndo menos riscos de contaminação química. Assim, podemos afirmar que os chamados “Alimentos Orgânicos” são mais interessantes à saúde humana, entretanto estamos muito longe de produzir “Orgânicos” para mais de 8 bilhões de humanos e assim, infelizmente, o mundo ainda depende bastante dos alimentos industrializados, mesmo com seus componentes químicos adicionais.

Desta maneira, é preciso entender que existe um hiato imenso entre os alimentos industrializados e os “Orgânicos” e que, por mais ideal que os “Orgânicos” possam ser, a quantidade desse tipo de alimento, lamentavelmente, ainda é muito pequena para suprir as necessidades alimentares dos mais de 8 bilhões de seres humanos do planeta. Infelizmente a grande quantidade de alimento que o mundo necessita para alimentar os humanos está posta à base de implementos agrícolas que foram permitindo o incremento constante das produções agrícolas no planeta.

Assim, como a necessidade era grande a quantidade de produtos alimentícios, os agrotóxicos se ampliaram em uso e isso interferiu significativamente na qualidade desses produtos. Certamente não deveríamos estar comendo produtos industrializados e cheios de agrotóxicos, mas fomos, historicamente, levados a esta condição. De qualquer maneira, em tese, quem puder optar pelos “Orgânicos”, por óbvio, se alimentará com melhor qualidade, pelo menos, no que tange à natureza do produto que ingerem.

7 – A Agenda 2030 vai resolver todos os Problemas Ambientais do Planeta?

Obviamente, que não. Entretanto, muito já poderia ter sido feito para minorar o atual estado de coisas e não foi e, tristemente, continua não sendo, mesmo com a “Agenda 2030”, porque fala-se muito, mas não se aplica efetivamente nada sobre ela.  Vou ter que contar um pouco de história para explicar melhor essa questão.

A “Agenda 2030 e os seus 17 ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável)”, que foi sugerida e implantada em 2015, é neta da “Agenda 21” que foi sugerida e implantada em 1992 e filha dos ODM (Objetivos do Milênio), que foram implantados em 2002. Vejam bem se alguma coisa contundente estivesse sendo feita desde a “Agenda 21”, em 1992, talvez já não tivéssemos tantos problemas agora, 28 anos depois, em 2025. O problema é que só se discute e nada se resolve. A Agenda 2030 é apenas mais uma tentativa inócua daquilo que se sabe que tem que fazer, mas que, simplesmente, se empurra com a barriga e não se faz.

A mesma coisa pode ser dita em relação as Conferências das Partes (COP), que quando começaram em 1995 (COP 1 – Berlim/Alemanha) estavam cheias de ideias e logo depois produziram o Protocolo de Quioto, 1997 (COP 3 – Quioto/Japão), fizeram o Acorde de Paris, em 2015 (COP 21 – Paris/França), mas até agora, 30 anos depois, quase nada aconteceu. O Problema está exatamente aí. Será que querem mesmo resolver alguma coisa ou apenas se promovem encontros e reuniões para dizer que estão trabalhando?

Eu sinceramente, prefiro acreditar que querem apenas dizer que estão trabalhando, mas não fazem absolutamente nada de significativo para tentar resolver os problemas do planeta.  Acredito que ainda tem que morrer muita gente pela inoperância dos líderes políticos mundiais e só depois de muitas desgraças é que deverão começar as tentativas efetivas de resolução de alguns dos problemas. Talvez, quando também começarem a morrer os ricos. Entretanto, essas verdades a mídia não informa e nem discute.

De qualquer maneira, quando essa época chegar, certamente, eu já não estarei mais por aqui, mas tenho certeza de que um dia, isso vai começar a acontecer. O ser humano é assim mesmo ele pensa no futuro, mas esquece de viver o presente, construindo as condições necessárias para o futuro. Estamos sempre imaginando e querendo algo em alguma das áreas de atividades, mas dificilmente fazemos alguma coisa. Quando muito temos apagado alguns incêndios momentâneos.

Com as atividades ligadas às questões ambientais não é diferente. A propósito, antes que me crucifiquem. Eu não perdi a esperança. Eu continuo acreditando, mas caramba! O futuro que não chega nunca! Deste modo a população continua acreditando em Papai Noel e alguns políticos seguem querendo salvar os “Coalas da Amazônia”, mas continuam mandando matar os Gambás do restante do Brasil.

8 – A Poluição ainda não é significativa para o Planeta?

Talvez essa questão possa ser considerada uma verdade para o Planeta como um todo, mas ela é falaciosa, principalmente para quem vive em áreas que estão diretamente expostas à grande quantidade de poluição. Ou seja, para quem vive em grandes áreas poluídas com poluição atmosférica, aquática ou edáfica, a significância da poluição sofrida acaba sendo drástica e há inúmeras perdas de vidas humanas nestas áreas onde a poluição é imensa.

Há áreas do planeta, principalmente nos centros urbanos das megalópoles e nos grandes centros industriais, que a situação está catastrófica e que é quase impossível sobreviver, pois se está diretamente exposto aos efeitos da poluição atmosférica. Por outro lado, também há áreas em que a poluição oriunda de mineração ou de contaminação hídrica, mas com excelente qualidade do ar, onde também a quantidade da poluição é grande e muita gente também morre em função da poluição.

Por outro lado, ainda temos algumas áreas no planeta que estão livres da poluição, tanto atmosférica, quanto hídrica ou edáfica. Entretanto, isto não quer dizer que essas áreas estejam bem, na verdade elas apenas estão “menos piores”, mas correm riscos sérios, porque nunca se sabe qual será a próxima novidade que a espécie humana vai inventar e nem onde será implantada essa “grande invenção”. Por exemplo, aqui no Brasil, neste momento e na contramão da história, surge essa protusão de usinas termelétricas infundadas e se isso continuar a poluição atmosférica será intensa, mesmo em áreas afastadas dos grandes centros urbanos.

As outras formas genéricas de poluição também não assustam todo o planeta, mas há áreas totalmente contaminadas, tanto no solo, quanto na água. No que diz respeito ao solo, a desertificação aumenta significativamente e os solos são perdidos em alta velocidade. No que diz respeito a poluição hídrica, são mares invadindo terras, lagos e rios secando, nascentes morrendo e muita porcaria jogada dentro da água sem nenhum tratamento, principalmente, mas não somente, nos países mais pobres. A contaminação química oriunda da agropecuária destrói solo e água ao mesmo tempo e nós não temos muitas alternativas, além de minimizar o uso dos implementos agrícola e tentar controlar esse uso.

Quer dizer, poluição é um nome genérico que identifica inúmeros problemas que ocorrem em diferentes áreas e que tem origens e consequências bem distintas. Desta maneira, cada caso deve ser analisado e destacado especificamente. É lógico que ainda existem regiões planetárias isentas de poluição, mas estas, por óbvio, são áreas raríssimas e quanto mais o ser humano se introduz nessas regiões, mais elas sofrem com a o aumento da poluição nos seus diferentes tipos e formas.

Assim, por menor que possa ser o impacto da poluição é preciso estar atento aos seus efeitos danosos aos ambientes. O ser humano necessita entender que explorar o planeta sempre envolve impactos diretos e danos bastante significativos. Hoje nós sabemos que existe mecanismos de prevenção ou minimização para quase tudo, o que precisa mesmo é responsabilidade socioambiental no momento de desenvolver a exploração da natureza, visando impedir, evitar ou limitar a poluição.  

9 – O Aquecimento da Água não interfere na comunidade aquática?

Ao contrário, do que está dito na questão acima, o aquecimento da água interfere sim e interfere bastante na comunidade aquática, haja vista que a taxa fotossintética aumenta e a produção primária de matéria orgânica também e isto causa influência em toda a cadeia alimentar. É claro que os oceanos são imensos e que para que esse aspecto possa ser significativo, muito tempo tem que passar, mas como o processo não para o tempo que resta é sempre menor do que já foi. Ainda que estejamos muito longe de uma catástrofe global por conta desse fato, nós não podemos simplesmente desconsiderá-lo e dizer que ele não existe.

Na verdade, o problema existe, mas a sua capacidade de ser notado e de ser considerado significativo, ainda é muito pequena, porque é um processo em estágio inicial, considerando o tamanho dos oceanos e das demais massas hídricas planetárias. Entretanto, se analisarmos pequenas áreas, onde o aquecimento da água é facilmente identificado, certamente, é possível perceber grandes mudanças na biota aquática do entorno. Por exemplo, muitos locais com saídas de águas aquecidas de Usinas Nucleares, são locais que tiveram suas comunidades ecossistêmicas primárias significativamente modificadas por conta do “calor exagerado” e do aumento na temperatura da água. A propósito, a expressão “calor exagerado”, não é necessariamente sinônimo de água muito mais quente, mas sim de elevação acima do normal.

Os ambientes se fazem e os ecossistemas se desenvolvem, por conta da adaptação dos seres vivos a estes ambientes. Então, a comunidade vive ali porque está adaptada àquela determinada temperatura. Todavia, se essa temperatura tem um acréscimo constante de 0.5 graus por ano, ao final de 10 anos, aquela água estará 5 graus mais quente e talvez esse seja o limite para a comunidade que ali havia se instalado e assim outros organismos se achegam agora e os anteriores vão simplesmente se extinguindo naquele ambiente. Há inúmeros trabalhos que demonstram e comprovam isso.   

Sendo assim, a expressão calor exagerado, pode ser 0,1 grau de aumento na temperatura por ano. Outra coisa que precisa estar claro é qual o tipo de comunidade que está sendo tratada na questão. Talvez para uma baleia 0,1 grau não represente nada, e ao final de 10 anos, o aumento total de 10 graus seja praticamente nulo para ela, contudo um coral ou uma esponja que viva naquele lugar terá uma mudança muito significativa e provavelmente não resistirá.

Quer dizer o aquecimento da água, por menor que seja certamente será sentido pela comunidade aquática local e talvez alguns não vão sentir quase nada, outros vão sentir um pouco, mas vão resistir, e outros ainda não vão resistir e assim se extinguirão naquele local. Outras formas, mais adaptadas podem assumir o lugar das que se extinguem, ocupando seus nichos na comunidade e a biota aquática local se modifica e vai ficando bem diferente do que era primitivamente.

Considerações Finais

Einstein já nos demonstrou que tudo é relativo e essa é uma grande verdade que precisa ser entendida quando se fala na questão ambiental. A mídia costuma enriquecer os extremos das informações e assim enfraquece a verdade das informações que estão no seu cerne e não nas suas extremidades. Tudo faz bem e tudo faz mal, ou melhor, qualquer coisa e boa ou ruim, dependendo do peso que se queira dar, mas a gente também sabe que a diferença entre o antídoto e o veneno é a dose. Assim evitemos os extremismos e nos dediquemos a informar sem mentiras, sem paixões e sem exageros.

A mídia necessita se profissionalizar mais e melhor para poder informar, principalmente no que se refere as questões ligadas ao meio ambiente, onde se costuma fazer alarde das inverdades e se deixa de promover a verdade.  Embora eu não esteja aqui para julgar ninguém, quero salientar que, tristemente, muitas vezes a informação errada é intencional, resultando de matéria paga, mas também existem casos em que a verdade não é dita por simples falta de conhecimento da própria mídia. Quer dizer, a mídia pode mentir deliberadamente, mas também pode errar efetivamente, porque às vezes, eles até acham que estão falando verdades.

Certas situações precisam ser questionadas elos leitores antes de serem simplesmente repetidas e divulgadas. Hoje isso está cada vez mais difícil, porque a maioria das pessoas, ao receber uma notícia, já vai logo compartilhando, sem questionar a veracidade daquele texto. Dessa maneira, as inverdades crescem e o desconhecimento fica cada vez maior. Nosso povo precisa crescer no conhecimento e não na desinformação e no desconhecimento.

Tenho certeza de que o que vou dizer nesse artigo não traz novidade para quem é estudioso ou para quem tem real interesse na área do meio ambiente, mas meu trabalho aqui é dedicado prioritariamente ao cidadão comum, que precisa saber a verdade dos fatos para comentar sobre esta verdade. É preciso orientar o cidadão comum para que ele não seja usado como inocente útil e simplesmente compartilhe e espalhe mentiras e lorotas, como se fossem verdades científicas.

O leitor deve usar o seu “desconfiômetro” e principalmente a sua responsabilidade socioambiental, antes de divulgar qualquer matéria da qual não tenha o devido conhecimento. Ser criterioso e questionar o que se lê é uma responsabilidade do leitor. Deste modo, não faça divulgação cega de qualquer texto que você recebe, procure discutir ou se informar com alguém que seja conhecedor do assunto em questão, antes de simplesmente repetir e divulgar o texto.

Só assim, conseguiremos, como brasileiro que somos, sair da mesmice e de nosso desnível cultural em relação a outros povos do mundo e no que se refere ao nosso assunto específico, conhecer uma pouco mais das questões ambientais. Temos que ser conscientes de que: “não existe mágica na natureza, porque a natureza é a própria mágica”. O que precisamos é procurar entender melhor os segredos da mágica natural, para podermos aproveitar melhor as suas maravilhas, sem causar grandes comprometimentos ambientais. Temos que compreender que também somos apenas parte da mágica.

Luiz EIdeias Ambientais que deveriam ser apagadas das mentas das pessoas

Luiz Eduardo Corrêa Lima

Introdução

Houve um tempo em que falar de Meio Ambiente era coisa de gente ingênua e romântica. Graças a Deus, esse tempo já passou, na maioria dos lugares e das situações. Contudo, ainda existem pessoas que acham que falar de Meio Ambiente é uma coisa de quem não tem o que fazer. Pois então, esse tipo de pensamento também tem que acabar, até porque, hoje, todas as pessoas de senso, têm a convicção de que as questões ambientais são realmente as mais importantes questões planetárias, em que pese o desleixo das autoridades políticas e administrativas, além do evidente e triste desconhecimento de muitos segmentos da sociedade sobre essas questões.

Por conta disso, várias lendas e incoerências se desenvolveram e muitas delas de tanto serem repetidas, principalmente pela mídia incapaz e deficiente ou safada e inconsequente, acabaram por quase se “transformarem em verdades”. Infelizmente, está cheio disso por aí e há necessidade de que se acabe com essas informações absurdas e que se diga a verdade sobre as questões ambientais. É preciso acabar com esse negócio de que qualquer coisa que alguém fala transformar-se em verdade, sendo assumido e repetido como verdade absoluta, sem nenhuma análise e sem nenhum critério.

Vejam bem, eu não quero aqui discutir o óbvio e muito menos descobrir a pólvora pela milionésima vez, porém quero chamar a atenção de quem ainda se ilude com a situação planetária, ouvindo certas opiniões que mais complicam e desinformam do que auxiliam as pessoas a entenderem os problemas que realmente existem. Publicam-se e multiplicam-se mentiras e continuam a publicar, porque ninguém impede que essa idiotice se espalhe pelo país? É preciso dar um basta nessas histórias, para que as comunidades possam ser informadas daquilo que realmente acontece.

Tenho certeza de que o que vou dizer nesse artigo não traz novidade para quem é estudioso das questões ambientais planetárias ou para quem tem real interesse na área do meio ambiente. Contudo, meu trabalho aqui é dedicado prioritariamente ao cidadão comum, que precisa saber a verdade dos fatos para comentar sobre esta verdade e deixar de se iludir com bobagens. É preciso orientar o cidadão comum para que ele não seja usado como inocente útil e simplesmente compartilhe e espalhe mentiras e lorotas, como se fossem verdades científicas.

Assim, vou tentar fazer um apanhado de algumas coisas que se fala sobre diferentes questões socioambientais e tentar fazer um condensado de verdades e mentiras que estão por aí colocando minhoca na mente dos leigos sobre o assunto. O pior é que tem muita gente boa, que mesmo sabendo que é leiga no assunto, simplesmente, prefere, por ignorância ou por birra, não admitir o seu desconhecimento e continua falando e escrevendo bobagem.

Vou começar lá do fundo, falando das coisas mais antigas e mais óbvias, até chegar as mais novas das idiotices citadas por certos setores da imprensa e por alguns de seus infelizes seguidores.  O texto é longo, mas, também deverá ser esclarecedor. Acredito que vai valer a pena ser lido.

1 – A Água no planeta está acabando?

Não, absolutamente não. A quantidade de água no planeta foi, é e continuará sendo sempre a mesma. O que pode mudar é a qualidade da água e o estado físico da água. Além disso, o que também acontece é a mudança é a sua ocorrência geográfica, principalmente, em função da temperatura, das chuvas, das nuvens e dos ventos, basicamente.

Se a água não existe mais num determinado local, certamente ela aparecerá em outro local. Não há mágica na natureza e água é algo natural, portanto, segue a regra, assim, também não há nenhuma mágica.  Deste modo, temos que cuidar da qualidade da água e das condições ambientais que propiciam mudanças significativas de distribuição da água nos diferentes lugares do planeta.

Em suma, nós continuamos tendo água, mas a água está poluída ou está se concentrando cada vez mais onde os seres humanos menos necessitam dela. Mas, os culpados desses acontecimentos, certamente são os próprios seres humanos, que não tratam da água como deveriam, principalmente aqui no Brasil, que é o país que tem as maiores reservas de água em estado líquido do planeta (cerca de 13% do total). Infelizmente, aqui no Brasil, a água ainda é tratada como uma coisa vulgar, que cai do céu por conta da vontade de Deus.

Pois então, é preciso entender que a água é um recurso natural, que serviu como meio congênito que permitiu a formação da vida e que se mantém por conta de um ciclo que faz ela ir e vir entre a Terra e a Atmosfera (Ciclo da Água), passando por três estados físicos distintos: Sólido (gelo), Gasoso (Vapor de água) e Líquido (a água propriamente dita). A água troca de estado físico, mas é sempre água e não é mais e nem menos importante. 

Além disso, a água também está presente nos organismos vivos, sendo responsável pelo transporte das substâncias no interior desses organismos. Assim, a água pode ser considerada a substância mais importante sobre a superfície do planeta. A água é fundamental para todas as espécies do planeta, independentemente de qualquer outra história que se conte sobre ela.

Em suma, a água não vai acabar, por mais que o “bicho homem” queira e tente acabar com ela. Todavia se não tomarmos cuidado com a continuidade de seu ciclo em todo planeta, poderemos ter problemas de escassez em determinadas áreas, onde antes esse risco não existia. Por outro lado, podemos passar a  ter abundância onde antes havia carência de água.

2 – O Planeta vai acabar?

Sim, um dia o “planeta vai acabar”, como tudo que existe na natureza, contudo, em condições naturais, mas isso ainda levará alguns bilhões de anos para acontecer. Quando se fala em destruição do planeta, na verdade, se está querendo falar das degradações de locais do planeta. É claro que o grau maior ou menor dessas degradações pode ter efeitos mais ou menos danosos, entretanto o planeta não vaia acabar por conta disso.

Ultimamente, temos visto que as Catástrofes são cada vez maiores, mais violentas e mais danosas, porém nenhuma delas isoladamente vai acabar com o planeta. Talvez, a pior das catástrofes, que é o desrespeito contumaz da espécie humana pelo planeta, seja o que acaba cometendo mais danos. Contudo, ainda assim, essa catástrofe não consegue acabar com o planeta, mas certamente tem acabado com algumas espécies e pode acabar com os seres humanos também.

Progressivamente, o Sol nossa fonte ÚNICA de energia vai se consumindo e assim gerando menos energia e certamente chegará um dia em que a energia vinda do sol não será suficiente para manter a vida na Terra.  Quer dizer, a vida na Terra, que é totalmente dependente do sol, deixará de existir, quando o sol não for mais capaz de gerar e irradiar sua energia até a Terra. Como já foi dito, ainda faltam bilhões de anos para que essa situação se evidencie.  Deste modo, não se preocupe todos nós, certamente, morreremos de outras causas.

Por outro lado, a vida (as espécies vivas) nessas localidades podem se extinguir. Aliás, cabe lembrar que extinção é um processo natural que acontece com todas as espécies vivas. Isto é, todas as espécies do planeta vão se extinguir, inclusive a nossa. Quando se fala no planeta acabar, na verdade está se falando na espécie humana acabar, ou melhor, não é o planeta que acaba somos nós quem acabaremos e isso é um fato indiscutível.

Todavia, sempre é bom lembrar que nós, apenas nós, os seres humanos, fazemos coisas que interferem nos processos naturais e assim, apenas nós, podemos acelerar ou retardar a extinção de nossa espécie e, por certo, de muitas outras espécies planetárias. Mas, nem mesmo nós, por mais que estejamos tentando, temos o poder de destruir o planeta totalmente.

3 – A Amazônia é o “Pulmão do Mundo”?

Essa é uma afirmação terrível e uma grande bobagem. Um frase pequena, cheia de erros imensos. O idiota que escreveu isso, além de não conhecer nada de Geografia, nem de Biologia, conhece muito menos ainda de Física. Entretanto, tristemente, o que mais se vê por aí, são outros idiotas repetindo essa incoerência e de boca cheia. Bem, vamos com calma, que eu vou tentar esclarecer o que estou dizendo.

Para começar, a Amazônia é uma região geográfica do Noroeste da América do Sul, que envolve áreas de nove países (Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e o Brasil). A Amazônia brasileira envolve, todos os estados da região Norte do Brasil, dois da região Centro-Oeste (Mato Grosso e Tocantins) e um da Região Nordeste (maior parte do Maranhão).  Acho que todos sabem que região geográfica não tem nenhuma relação com Pulmão.

A Amazônia Brasileira é caracterizada principalmente por florestas tropicais e pelo Bioma da Floresta Amazônica, mas não é nada absolutamente homogêneo na região e assim, vários Biomas específicos podem ser identificados e cada um deles tem uma relação maior ou menor com as taxas de trocas de oxigênio. Além disso, nas trocas orgânicas de oxigênio para fins respiratórios, os pulmões são órgãos que RETIRAM oxigênio do ambiente.

Quando alguém faz referências à Amazônia como “Pulmão do Mundo” está querendo dizer que a Amazônia COLOCA oxigênio no ambiente, o que também não é verdade, como veremos mais à frente. Assim, vamos esclarecer que Chamar Amazônia de Pulmão é uma ilogicidade Física, porque pulmão retira ar e não põe, como se quer considerar. Na verdade, provavelmente, se queria dizer que a Amazônia e o “Aerador ou o Oxigenador do Mundo”. Entretanto, a quantidade de Oxigênio que a Amazônia produz durante o dia e relativamente igual a que ele consome durante a noite e assim a Amazônia não RETIRA e nem COLOCA Oxigênio significativamente na atmosfera global do planeta. 

Aliás, devo esclarecer que os verdadeiros “Aeradores ou Oxigenadores do Mundo” são as algas microscópicas que compõem o fitoplâncton, principalmente o fitoplâncton marinho, que respondem por mais de 90% de toda a quantidade de Oxigênio existente no Planeta. A Amazônia e as grandes Florestas Tropicais ainda existentes, influem muito pouco na quantidade de oxigênio. Na verdade, a importância da Floresta Amazônica, está mais relacionada com o clima da Terra.

Quer dizer, há um erro geográfico, porque região geográfica não produz oxigênio, um erro físico porque pulmão consome oxigênio e não produz e um erro biológico já quem produz, verdadeiramente, oxigênio em escala global são algas microscópicas e não florestas. Entretanto, tem muita gente que enche a boca para repetir essa bobagem bestial.

4 – O Aquecimento Global existe?

É óbvio que sim. Essa é uma discussão que não faz mais sentido e já faz muito tempo. O Aquecimento Global é um fato que está aí claramente para todo mundo ver, mesmo aqueles que não querem ver têm que conviver com ele. Então, como é que tem gente que contesta sua ocorrência. Pois então, essa é a grande mentira que estão tentando colocar pela goela a abaixo das pessoas. Hoje, existe consenso da comunidade científica sobre o Aquecimento Global, o que se discute é se a espécie humana é a responsável pela existência desse fenômeno.

Desde que se passou a medir a temperatura do planeta, ainda no século XIX, a média anual sempre aumentou, o que deixa claro que a temperatura média do planeta está progressivamente aumentando. Contudo, existem vários aspectos que atuam nesse aumento médio da temperatura e o que se discute é qual o grau de comprometimento das ações humanas nesse aumento. Isso sim é que tem dividido as opiniões científicas. Quer dizer, todos concordam que o Aquecimento Global existe, mas a dúvidas se o ser humano é o culpado disso, ou o quanto a culpa do Aquecimento pode ser atribuída aos seres humanos.

Um dos principais aspectos que se considera como causador do Aquecimento Global é o aumento acentuado da quantidade de Gás Carbônico na atmosfera. A queima de Combustíveis fósseis, que cada vez mais acontece no planeta e que libera e consequentemente é o que mais acrescenta Gás Carbônico na atmosfera. Como o homem é o principal causador das queimas que geram o Gás Carbônico, então o homem seria o principal causador do Aquecimento. Entretanto, existem vários outros aspectos que consideram que o Aquecimento é uma questão cíclica planetária e que por mais que o homem esteja jogando Gás Carbônico na atmosfera, isso não seria suficiente para justificar o Aquecimento Global.

Quer dizer, o Aquecimento é um fato, o que existe é uma dúvida de quem é mais responsável: o homem ou a própria natureza. Há estudos e argumentos científicos, produzidos por cientistas respeitados dos dois lados. Mas, nenhum dos lados contesta o Aquecimento. Todavia, a imprensa e certos grupos políticos que não têm nenhum conhecimento sobre o assunto e sem base nenhuma, deturpam o sentido da discussão e falam um monte de besteiras.

5 – Alimentos de origem animal fazem mal à saúde humana?

Essa é uma questão interessante e notoriamente sem sentido e mentirosa. Ela é sem sentido, porque os animais têm mais afinidade bioquímica com os próprios animais e assim, deve ser muito mais fácil decompor e degradar tecido animal do que vegetal, até porque digerir a celulose que existe envolvendo todas as células vegetais é bastante complicado e poucos animais conseguem. Mentirosa, porque se ela fosse verdadeira não existiriam animais carnívoros e nem onívoros. Ou seja, todos os organismos animais seriam essencialmente herbívoros e isso não acontece. Além disso, é bom lembrar que também existem “plantas carnívoras”, ou melhor, plantas que se alimentam diretamente de animais.

Por outro lado, é preciso compreender que existem 20 aminoácidos fundamentais para compor as proteínas que os organismos vivos necessitam. Existem13 aminoácidos que os organismos produzem (não essenciais) e 7 aminoácidos que eles precisam adquirir através da alimentação (essenciais). Muitos desses aminoácidos estão nas mais diferentes fontes de alimento, por isso mesmo, é preciso entender que a espécie humana é onívora, isto é, se alimenta de vegetais e animais, qualquer coisa diferente disso é crendice. Nós precisamos ingerir carne para adquirir aminoácidos e produzir as proteínas que necessitamos.

Ah! Mas, os vegetarianos e os veganos, como ficam? Simplesmente, eles não ficam. Ou seja, se eles não investirem em adquirir proteína animal da maneira suplementar, certamente perecem. E tem mais, de onde vocês acham que veem essas proteínas animais suplementares que eles são obrigados a ingerir? ´Pois é, exatamente isso, dos animais. Ora vegetarianos e veganos só existem em teoria, pois na prática, todos nós, seres humanos, somos onívoros. Qualquer coisa diferente disso é balela ou é conversa para boi dormir.

É claro que existem pessoas que assumem essas condições por alguma necessidade fisiológica, por inclinação ou doutrinação religiosa ou ainda por simples opção de vida e, obviamente, isso um direito que qualquer cidadão tem. Cada indivíduo é livre e tem o direito de fazer o que quiser com sua alimentação e sua própria vida. Não estamos aqui para questionar a liberdade e o direito de quem quer que seja. Ser vegetariano ou vegano é um escolha que qualquer cidadão tem o direito de fazer, mas esse é um ato, a priori, contra sua própria saúde.

Assim, ao contrário de afirmar que alimentos animais fazem mal à saúde, temos que entender que alimentos de origem animal também são fundamentais à saúde humana. A carne, o leite e seus derivados são importantíssimos para a vida dos indivíduos de nossa espécie. As pessoas que não ingerem os nutrientes oriundos desses tipos de alimentos, certamente necessitam fazer suplementação alimentar, porque apresentam uma alimentação incompleta. É claro que existem outros nutrientes, além das proteínas, que nós encontramos também em alimentos de origem vegetal e por isso precisamos misturar as duas fontes. Como eu já disse, nós somos animais onívoros.

6 – Os chamados “Alimentos Orgânicos” tem mais qualidade?

 Sim, entretanto há necessidade de alguns esclarecimentos iniciais. Para começar, devo dizer que todo alimento é necessariamente orgânico. Nós organismos vivos nos nutrimos retirando a energia contida naquilo que ingerimos. Só contêm energia para ser retirada e aproveitada, as substâncias (alimentos) formadas por matéria orgânica. Ou seja, todos os alimentos são orgânicos. Entretanto, nos últimos tempos algumas pessoas convencionaram chamar de “Alimentos Orgânicos”, apenas aqueles alimentos que estão isentos de agentes químicos externos ao processo natural de cultivo.

 Acredito que esse conceito deva ser modificado ou mais bem esclarecido, até para que haja um melhor entendimento da questão de que aquilo que é chamado de orgânico, não é mais orgânico que o alimento industrializado ou tratado com agroquímicos. Isto é, os alimentos considerados “Orgânicos” são apenas aqueles em que a produção não utiliza adubos sintéticos, nem agrotóxicos ou qualquer outro aditivo industrial. Os “Orgânicos” são cultivados de maneira, totalmente, isenta de insumos químicos adicionais. Não há dúvida de que os “Orgânicos” são mais indicados do que os industrializados. Entretanto, sempre é bom lembrar de que: qualquer alimento é orgânico na sua condição química básica.

É óbvio que se pudermos nos alimentar sempre de coisas naturalmente produzidas, certamente, estaremos nos nutrindo melhor e correndo menos riscos de contaminação química. Assim, podemos afirmar que os chamados “Alimentos Orgânicos” são mais interessantes à saúde humana, entretanto estamos muito longe de produzir “Orgânicos” para mais de 8 bilhões de humanos e assim, infelizmente, o mundo ainda depende bastante dos alimentos industrializados, mesmo com seus componentes químicos adicionais.

Desta maneira, é preciso entender que existe um hiato imenso entre os alimentos industrializados e os “Orgânicos” e que, por mais ideal que os “Orgânicos” possam ser, a quantidade desse tipo de alimento, lamentavelmente, ainda é muito pequena para suprir as necessidades alimentares dos mais de 8 bilhões de seres humanos do planeta. Infelizmente a grande quantidade de alimento que o mundo necessita para alimentar os humanos está posta à base de implementos agrícolas que foram permitindo o incremento constante das produções agrícolas no planeta.

Assim, como a necessidade era grande a quantidade de produtos alimentícios, os agrotóxicos se ampliaram em uso e isso interferiu significativamente na qualidade desses produtos. Certamente não deveríamos estar comendo produtos industrializados e cheios de agrotóxicos, mas fomos, historicamente, levados a esta condição. De qualquer maneira, em tese, quem puder optar pelos “Orgânicos”, por óbvio, se alimentará com melhor qualidade, pelo menos, no que tange à natureza do produto que ingerem.

7 – A Agenda 2030 vai resolver todos os Problemas Ambientais do Planeta?

Obviamente, que não. Entretanto, muito já poderia ter sido feito para minorar o atual estado de coisas e não foi e, tristemente, continua não sendo, mesmo com a “Agenda 2030”, porque fala-se muito, mas não se aplica efetivamente nada sobre ela.  Vou ter que contar um pouco de história para explicar melhor essa questão.

A “Agenda 2030 e os seus 17 ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável)”, que foi sugerida e implantada em 2015, é neta da “Agenda 21” que foi sugerida e implantada em 1992 e filha dos ODM (Objetivos do Milênio), que foram implantados em 2002. Vejam bem se alguma coisa contundente estivesse sendo feita desde a “Agenda 21”, em 1992, talvez já não tivéssemos tantos problemas agora, 28 anos depois, em 2025. O problema é que só se discute e nada se resolve. A Agenda 2030 é apenas mais uma tentativa inócua daquilo que se sabe que tem que fazer, mas que, simplesmente, se empurra com a barriga e não se faz.

A mesma coisa pode ser dita em relação as Conferências das Partes (COP), que quando começaram em 1995 (COP 1 – Berlim/Alemanha) estavam cheias de ideias e logo depois produziram o Protocolo de Quioto, 1997 (COP 3 – Quioto/Japão), fizeram o Acorde de Paris, em 2015 (COP 21 – Paris/França), mas até agora, 30 anos depois, quase nada aconteceu. O Problema está exatamente aí. Será que querem mesmo resolver alguma coisa ou apenas se promovem encontros e reuniões para dizer que estão trabalhando?

Eu sinceramente, prefiro acreditar que querem apenas dizer que estão trabalhando, mas não fazem absolutamente nada de significativo para tentar resolver os problemas do planeta.  Acredito que ainda tem que morrer muita gente pela inoperância dos líderes políticos mundiais e só depois de muitas desgraças é que deverão começar as tentativas efetivas de resolução de alguns dos problemas. Talvez, quando também começarem a morrer os ricos. Entretanto, essas verdades a mídia não informa e nem discute.

De qualquer maneira, quando essa época chegar, certamente, eu já não estarei mais por aqui, mas tenho certeza de que um dia, isso vai começar a acontecer. O ser humano é assim mesmo ele pensa no futuro, mas esquece de viver o presente, construindo as condições necessárias para o futuro. Estamos sempre imaginando e querendo algo em alguma das áreas de atividades, mas dificilmente fazemos alguma coisa. Quando muito temos apagado alguns incêndios momentâneos.

Com as atividades ligadas às questões ambientais não é diferente. A propósito, antes que me crucifiquem. Eu não perdi a esperança. Eu continuo acreditando, mas caramba! O futuro que não chega nunca! Deste modo a população continua acreditando em Papai Noel e alguns políticos seguem querendo salvar os “Coalas da Amazônia”, mas continuam mandando matar os Gambás do restante do Brasil.

8 – A Poluição ainda não é significativa para o Planeta?

Talvez essa questão possa ser considerada uma verdade para o Planeta como um todo, mas ela é falaciosa, principalmente para quem vive em áreas que estão diretamente expostas à grande quantidade de poluição. Ou seja, para quem vive em grandes áreas poluídas com poluição atmosférica, aquática ou edáfica, a significância da poluição sofrida acaba sendo drástica e há inúmeras perdas de vidas humanas nestas áreas onde a poluição é imensa.

Há áreas do planeta, principalmente nos centros urbanos das megalópoles e nos grandes centros industriais, que a situação está catastrófica e que é quase impossível sobreviver, pois se está diretamente exposto aos efeitos da poluição atmosférica. Por outro lado, também há áreas em que a poluição oriunda de mineração ou de contaminação hídrica, mas com excelente qualidade do ar, onde também a quantidade da poluição é grande e muita gente também morre em função da poluição.

Por outro lado, ainda temos algumas áreas no planeta que estão livres da poluição, tanto atmosférica, quanto hídrica ou edáfica. Entretanto, isto não quer dizer que essas áreas estejam bem, na verdade elas apenas estão “menos piores”, mas correm riscos sérios, porque nunca se sabe qual será a próxima novidade que a espécie humana vai inventar e nem onde será implantada essa “grande invenção”. Por exemplo, aqui no Brasil, neste momento e na contramão da história, surge essa protusão de usinas termelétricas infundadas e se isso continuar a poluição atmosférica será intensa, mesmo em áreas afastadas dos grandes centros urbanos.

As outras formas genéricas de poluição também não assustam todo o planeta, mas há áreas totalmente contaminadas, tanto no solo, quanto na água. No que diz respeito ao solo, a desertificação aumenta significativamente e os solos são perdidos em alta velocidade. No que diz respeito a poluição hídrica, são mares invadindo terras, lagos e rios secando, nascentes morrendo e muita porcaria jogada dentro da água sem nenhum tratamento, principalmente, mas não somente, nos países mais pobres. A contaminação química oriunda da agropecuária destrói solo e água ao mesmo tempo e nós não temos muitas alternativas, além de minimizar o uso dos implementos agrícola e tentar controlar esse uso.

Quer dizer, poluição é um nome genérico que identifica inúmeros problemas que ocorrem em diferentes áreas e que tem origens e consequências bem distintas. Desta maneira, cada caso deve ser analisado e destacado especificamente. É lógico que ainda existem regiões planetárias isentas de poluição, mas estas, por óbvio, são áreas raríssimas e quanto mais o ser humano se introduz nessas regiões, mais elas sofrem com a o aumento da poluição nos seus diferentes tipos e formas.

Assim, por menor que possa ser o impacto da poluição é preciso estar atento aos seus efeitos danosos aos ambientes. O ser humano necessita entender que explorar o planeta sempre envolve impactos diretos e danos bastante significativos. Hoje nós sabemos que existe mecanismos de prevenção ou minimização para quase tudo, o que precisa mesmo é responsabilidade socioambiental no momento de desenvolver a exploração da natureza, visando impedir, evitar ou limitar a poluição. 

9 – O Aquecimento da Água não interfere na comunidade aquática?

Ao contrário, do que está dito na questão acima, o aquecimento da água interfere sim e interfere bastante na comunidade aquática, haja vista que a taxa fotossintética aumenta e a produção primária de matéria orgânica também e isto causa influência em toda a cadeia alimentar. É claro que os oceanos são imensos e que para que esse aspecto possa ser significativo, muito tempo tem que passar, mas como o processo não para o tempo que resta é sempre menor do que já foi. Ainda que estejamos muito longe de uma catástrofe global por conta desse fato, nós não podemos simplesmente desconsiderá-lo e dizer que ele não existe.

Na verdade, o problema existe, mas a sua capacidade de ser notado e de ser considerado significativo, ainda é muito pequena, porque é um processo em estágio inicial, considerando o tamanho dos oceanos e das demais massas hídricas planetárias. Entretanto, se analisarmos pequenas áreas, onde o aquecimento da água é facilmente identificado, certamente, é possível perceber grandes mudanças na biota aquática do entorno. Por exemplo, muitos locais com saídas de águas aquecidas de Usinas Nucleares, são locais que tiveram suas comunidades ecossistêmicas primárias significativamente modificadas por conta do “calor exagerado” e do aumento na temperatura da água. A propósito, a expressão “calor exagerado”, não é necessariamente sinônimo de água muito mais quente, mas sim de elevação acima do normal.

Os ambientes se fazem e os ecossistemas se desenvolvem, por conta da adaptação dos seres vivos a estes ambientes. Então, a comunidade vive ali porque está adaptada àquela determinada temperatura. Todavia, se essa temperatura tem um acréscimo constante de 0.5 graus por ano, ao final de 10 anos, aquela água estará 5 graus mais quente e talvez esse seja o limite para a comunidade que ali havia se instalado e assim outros organismos se achegam agora e os anteriores vão simplesmente se extinguindo naquele ambiente. Há inúmeros trabalhos que demonstram e comprovam isso.  

Sendo assim, a expressão calor exagerado, pode ser 0,1 grau de aumento na temperatura por ano. Outra coisa que precisa estar claro é qual o tipo de comunidade que está sendo tratada na questão. Talvez para uma baleia 0,1 grau não represente nada, e ao final de 10 anos, o aumento total de 10 graus seja praticamente nulo para ela, contudo um coral ou uma esponja que viva naquele lugar terá uma mudança muito significativa e provavelmente não resistirá.

Quer dizer o aquecimento da água, por menor que seja certamente será sentido pela comunidade aquática local e talvez alguns não vão sentir quase nada, outros vão sentir um pouco, mas vão resistir, e outros ainda não vão resistir e assim se extinguirão naquele local. Outras formas, mais adaptadas podem assumir o lugar das que se extinguem, ocupando seus nichos na comunidade e a biota aquática local se modifica e vai ficando bem diferente do que era primitivamente.

Considerações Finais

Einstein já nos demonstrou que tudo é relativo e essa é uma grande verdade que precisa ser entendida quando se fala na questão ambiental. A mídia costuma enriquecer os extremos das informações e assim enfraquece a verdade das informações que estão no seu cerne e não nas suas extremidades. Tudo faz bem e tudo faz mal, ou melhor, qualquer coisa e boa ou ruim, dependendo do peso que se queira dar, mas a gente também sabe que a diferença entre o antídoto e o veneno é a dose. Assim evitemos os extremismos e nos dediquemos a informar sem mentiras, sem paixões e sem exageros.

A mídia necessita se profissionalizar mais e melhor para poder informar, principalmente no que se refere as questões ligadas ao meio ambiente, onde se costuma fazer alarde das inverdades e se deixa de promover a verdade.  Embora eu não esteja aqui para julgar ninguém, quero salientar que, tristemente, muitas vezes a informação errada é intencional, resultando de matéria paga, mas também existem casos em que a verdade não é dita por simples falta de conhecimento da própria mídia. Quer dizer, a mídia pode mentir deliberadamente, mas também pode errar efetivamente, porque às vezes, eles até acham que estão falando verdades.

Certas situações precisam ser questionadas elos leitores antes de serem simplesmente repetidas e divulgadas. Hoje isso está cada vez mais difícil, porque a maioria das pessoas, ao receber uma notícia, já vai logo compartilhando, sem questionar a veracidade daquele texto. Dessa maneira, as inverdades crescem e o desconhecimento fica cada vez maior. Nosso povo precisa crescer no conhecimento e não na desinformação e no desconhecimento.

Tenho certeza de que o que vou dizer nesse artigo não traz novidade para quem é estudioso ou para quem tem real interesse na área do meio ambiente, mas meu trabalho aqui é dedicado prioritariamente ao cidadão comum, que precisa saber a verdade dos fatos para comentar sobre esta verdade. É preciso orientar o cidadão comum para que ele não seja usado como inocente útil e simplesmente compartilhe e espalhe mentiras e lorotas, como se fossem verdades científicas.

O leitor deve usar o seu “desconfiômetro” e principalmente a sua responsabilidade socioambiental, antes de divulgar qualquer matéria da qual não tenha o devido conhecimento. Ser criterioso e questionar o que se lê é uma responsabilidade do leitor. Deste modo, não faça divulgação cega de qualquer texto que você recebe, procure discutir ou se informar com alguém que seja conhecedor do assunto em questão, antes de simplesmente repetir e divulgar o texto.

Só assim, conseguiremos, como brasileiro que somos, sair da mesmice e de nosso desnível cultural em relação a outros povos do mundo e no que se refere ao nosso assunto específico, conhecer uma pouco mais das questões ambientais. Temos que ser conscientes de que: “não existe mágica na natureza, porque a natureza é a própria mágica”. O que precisamos é procurar entender melhor os segredos da mágica natural, para podermos aproveitar melhor as suas maravilhas, sem causar grandes comprometimentos ambientais. Temos que compreender que também somos apenas parte da mágica.

Luiz Eduardo Corrêa Lima (69) é Biólogo, Professor, Pesquisador, Escritor, Revisor e Ambientduardo Corrêa Lima (69) é Biólogo, Professor, Pesquisador, Escritor, Revisor e Ambientalista.